Anjo

O anjo simboliza proteção, inocência, pureza, bons sentimentos. Num sentido mais profundo, é o mensageiro de Deus, a ponte entre os mundos material e espiritual. Por isso costuma ser muito querido entre diferentes tipos de pessoas, e representado como uma criança ou jovem de grande beleza.

anjo símbolo

Eles estão presentes nas mais variadas tradições religiosas, e as teologias podem contradizer algumas concepções da cultura popular citadas acima. Por exemplo, eles têm a missão e o poder de proteger os seres humanos, mas nem sempre essa proteção é como imaginamos, isto é, apenas contra perigos terrenos, e que a pessoa estará completamente imune de qualquer sofrimento se confiar muito no seu anjo da guarda.

Os anjos são divididos em hierarquias, e nem todas se ocupam especificamente dos humanos, ou mesmo são benéficas para eles, caso dos anjos caídos. Em outros casos, eles apenas agem conforme a vontade de Deus, e são os homens que interpretam suas ações como boas ou más, de acordo com seu entendimento limitado.

Quer saber um pouco mais sobre a simbologia do anjo? Então, continue lendo!

Simbolismo do anjo

Muitas religiões de antes do cristianismo já reconheciam a existência de seres celestiais que hoje chamaríamos genericamente de anjos, por estarem ou não a mando de uma divindade, serem poderosos e pelo menos alguns deles destinados à proteção dos homens.

A religião mais antiga que chegou a nós com esta concepção foi o hinduísmo, da qual o budismo herdou boa parte da angelologia (ciência que estuda os anjos).

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Do judaísmo, influenciado pelos babilônios, vieram ideias de que haveria anjos bons e maus, que alguns protegiam os humanos, mas faziam coisas nem sempre compreensíveis a estes. Além disso, nos legou a figura de Lúcifer e de vários outros anjos caídos, dos quais falaremos mais adiante.

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O cristianismo, surgido do judaísmo, incorporou estas ideias e incrementou a hierarquia dos anjos e a adoração a eles ao longo da Idade Média, com teólogos como Pseudo-Dionísio, o Areopagita, São Tomás de Aquino e São Jerônimo. Hoje, somente as igrejas católica e ortodoxa estimulam o culto aos anjos; o protestantismo, de onde derivam as igrejas evangélicas brasileiras, não.

Eles também foram assimilados pelos muçulmanos, espíritas e teosóficos.

Anjo na hierarquia celestial

Cada tradição religiosa organiza-os de um jeito, e mesmo dentro de uma mesma doutrina existem teólogos que inventam cada um a sua própria hierarquia angelical. A Igreja Católica foi pródiga nisso durante toda a Idade Média. Assim, segue-se aqui a concepção católica mais usual, que é a divisão em três esferas ou tríades derivadas de Pseudo-Dionísio, o Areopagita, e de São Tomás de Aquino:

  • Primeira tríade: anjo serafim, anjo querubim e anjo tronos: são os que ficam mais próximos do trono de Deus, e que têm mais poder. Quase não entram em contato com os seres humanos.
  • Segunda tríade: anjo potestade, anjo domínio e anjo virtude: podem auxiliar os homens em suas missões, desbloqueando o caminho deles. Podem ser evocados por heróis em busca de coragem. Regulam o mundo no qual vivemos, ou seja, são responsáveis pelas leis da natureza, animais, plantas e mesmo o governo de nações e a consciência humana. Distribuem as tarefas da terceira tríade.
  • Terceira tríade: anjo principado, anjo arcanjo e anjo propriamente dito: são os anjos que se ocupam mais diretamente dos seres humanos e do mundo material. Dentre eles, os mais conhecidos são os arcanjos (São Miguel, São Gabriel e São Rafael) e os anjos da guarda.
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Anjos da guarda

Os anjos da guarda são os mais queridos na cultura popular. De acordo com várias religiões, dentre elas a católica, cada pessoa tem o seu próprio anjo, que, tal como as pessoas, tem sua própria identidade. Ele passa a acompanhá-la a partir do momento do batismo, e conhece mais do íntimo da pessoa do que ela própria.

Sua função principal é a de proteger a pessoa dos pecados que a farão se perder do caminho do bem e do céu, ou seja, perder sua alma. Ele pode também interferir em perigos terrenos, mas não é esse seu objetivo mais importante. E não protege de todos os sofrimentos, porque alguns são necessários para o amadurecimento do seu protegido. Este precisa se abrir à sua influência, porque ele não impõe nada – sua orientação lhe chega por meio de insights, uma voz interior falando, etc. Talvez possa ser interpretado como personalização da intuição.

Anjos caídos

É bem conhecida a história de Lúcifer, o primeiro anjo criado por Deus, seu favorito e o mais poderoso entre os anjos, que, ao querer ser igual ao Todo Poderoso e liderar uma rebelião, foi expulso dos céus com seus cúmplices por São Miguel Arcanjo. Assumiu o comando do inferno, tornando-se o Satã, ou Satanás das tradições bíblicas, oponente de Deus e de Jesus Cristo e constante tentador dos homens.

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Junto com ele caíram outros, muitos herdados dos babilônios ou dos povos vizinhos aos israelitas: Belzebu, Azazel, Leviatã, Asmodeus etc. Na Idade Média, sete deles foram associados aos sete pecados capitais.

Tatuagem de anjo

A tattoo de anjo costuma ser feita por homens e mulheres que querem representar ou evocar a proteção divina, pureza, bondade ou simplesmente a beleza desses seres (apesar de alguns tatuarem anjos caídos, símbolos de rebeldia e busca de liberdade). As costas são um dos locais favoritos, principalmente para desenhos com muitos detalhes. Há quem opte por tatuar apenas as asas, para representar a liberdade.

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