Abutre

Abutre é o nome de uma ave de rapina que tem o costume de se alimentar de corpos mortos, inclusive de pessoas. O animal se caracteriza pelas asas compridas e cauda curta, além de não ter penas na cabeça e ter o pescoço nu.

Os abutres não são grandes caçadores por causa de suas garras, que são muito curtas, porém podem capturar algumas presas vivas.

simbolismo do abutre

No sentido pejorativo, o uso do termo abutre remete à alguém que não possui compaixão, que não se sensibiliza com o sofrimento alheio.

Simbologia do abutre

O simbolismo do abutre está quase sempre associada ao elemento Fogo e com o Sol. É uma ave que aparece em tradições de diferentes povos, sendo que um de seus significados mais amplos faz referência ao relacionamento com a mãe.

O abutre é símbolo antagônico, pois tem relação tanto a vida quanto com a morte.

O abutre na cultura Maia é símbolo da morte.

Levando em conta sua característica de se alimentar de carne podre, a partir de cadáveres em decomposição, é possível afirmar que o abutre simboliza a regeneração das forças vitais, sendo este um purificador que garante ciclos de renovação.

No simbolismo cósmico do abutre, há a associação com a água e com o fogo – outra relação antagonista, de forças opostas. Nesse caso, se vê o abutre como um ser capaz de transmutar a morte para uma nova vida, controlando as tempestades da estação que acabam com a seca e renovando a vegetação.

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Veja também os significados dos símbolos Fogo e Sol.

Aqui, o abutre seria classificado como uma divindade de abundância.

O abutre no fogo celeste mostra que o animal é tanto purificador quanto fecundante.

Em certas culturas antigas indígenas localizadas na América do Sul, o abutre foi o primeiro ser a possuir o fogo, por isso ele é dotado da sabedoria divina, sendo um ser puro.

É afirmado que o abutre também é o animal mais rico, já que ele é capaz de conhecer o poder verdadeiro quanto ao triunfo sobre a morte, fazendo-a se transformar em vida.

O abutre, no Egito Antigo, é uma figura relacionada à abundância e à fertilidade. Para essa cultura, o animal era um exemplo sobre a importância conquistada pela mãe.

Na arte desse povo, esse significado aparece com mais frequência: o abutre simboliza o poder das mães celestes na absorção da morte – o cadáver – e devolver a vida a eles.

Deste modo, significa o ciclo eterno do transmutar da morte e da vida.

O abutre, para os hindus, sinaliza o sacrifício pessoal, além da paciência diante dos eventos desagradáveis da vida.

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O abutre, em algumas regiões do continente africano, é considerado como um animal sinuoso, que testemunha as misteriosas transmutações da matéria inorgânica para os metais nobres.

Já o abutre, para os gregos, era visto como um dos pássaros que detinham o poder da predição, sendo consagrado ao deus Apolo.

Para o Cristianismo, o abutre antigamente representava a pureza e a virgindade, estando associado às coisas relacionadas à castidade.

Para certas linhas psicológicas, o símbolo do abutre é interpretado sobre tudo o que está relacionado à força da união pela herança e pelo nascimento.

Culturalmente, nos dias atuais, os abutres são simbólicos quanto à crueldade e à ganância, principalmente para casos de seres humanos gananciosos e que tendem a explorar seus próximos para obter benefícios próprios.

Deusa-abutre Nekhbet

Nekhbet é uma divindade do alto Egito, cuja representação é de um abutre com grandes asas. Em suas garras, ela segura o símbolo Shen, que representa o infinito; além de ser retratada como uma mulher com a coroa branca do alto Egito.

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Da cidade de Nekheb, no alto Egito, a primeira aparição da deusa aparece nos textos das pirâmides. Naquele período, era era considerada a deusa das mães – suas sacerdotisas tinham o título de “mães”.

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Em grande parte de suas representações, é possível ver Nekhbet ao lado da protetora do baixo Egito: a deusa Wadjet.

Essas representações demonstram a unificação e o poder dos dois Egitos. Nekhbet protegia o nascimento dos reis e juntamente com Wadjet aparecia nas coroas dos faraós para impedir que o mal pudesse chegar perto deles.

Nekhbet rapidamente se tornou a deusa tutelar do sul do Egito. Com tal título, ela era considerada a protetora do faraó.

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